Diário, guias, artigos e estudos sobre o método, técnica, respiração e os caminhos do yoga, por Edson Ramos e o Oss Yoga.
Por que abrir um espaço escrito para o método? O ponto de partida da Biblioteca: o que você encontra aqui a cada texto e o gesto silencioso de registrar a prática, dia após dia.
Ler o manifestoAntes de um movimento parecer fluido, ele precisa ser quase mecânico. O que o breakdance ensinou sobre mobilidade da coluna, e por que um asana também pode ser lido como movimento.
LerNeste fim de semana tivemos mais um Advanced Yoga Training. Sobre a insegurança do primeiro dia, o que a Sangha ensina fora do conteúdo, e por que uma formação deveria entregar um anga e nunca o caminho inteiro.
LerVida humana preciosa, morte certa, ações que produzem consequências e a natureza insatisfatória do samsara. Quatro contemplações que não acrescentam nada novo, apenas lembram da vida que já está acontecendo.
LerVerbal, sutil e de massa. Sobre por que a ordem entre os três é a técnica inteira, por que a maioria das lesões numa sala de Yoga vem da mão pesada, e o que precisa acontecer antes de qualquer toque.
LerUma postura difícil na prática de hoje abriu uma pergunta: e se a rigidez não fosse só muscular? Sobre Balasana, Shavasana, as faixas que criamos no Yoga sem amarrar na cintura, e a postura mais avançada de todas.
LerUm aluno disse que não tinha se adaptado às aulas de respiração. Conversando, entendi que o problema não era ele, era a hora. Sobre os dois anos de prática que peço, e sobre a diferença entre cuidar de um aluno e querer que ele continue sendo nosso aluno.
LerDe onde veio a frase que a escola inteira repete. Uma fila de treinamento no Exército, o último lugar dela, e o dia em que a fila virou corrente. Sobre posição, que muda, e sobre elos que não se abandonam.
LerDo Zazen aos dezessete anos, com o monge Ryotan Tokuda, ao budismo tibetano. O que são estabilidade e pacificação da mente, por que a imagem do elefante explica o processo inteiro, e por que meditar é simples sem nunca ser fácil.
LerTrinta anos de budismo, um livro verde que ignorei e uma formação na Tailândia onde metade era Yin. Sobre o encontro entre o esforço e o silêncio, e sobre a diferença fina entre aquietar e desistir.
LerCheguei a um mosteiro zen-budista aos dezessete anos. Sobre iniciações que levam anos, rituais de purificação que vão de três meses a três anos, e por que nem todo ensinamento é para todo mundo.
LerProfessor de yoga, programador, produtor musical, escritor, empresário e, dependendo do dia, bombeiro. Sobre o dia que começa às cinco da manhã, por que fui aprender tudo isso, e a única coisa que continua organizando todas as outras.
LerUm ponto quieto no centro, cinco voltas que desenham Oss e uma linha reta que sai de yoga apontando de volta. O que o logo diz sobre quietude, movimento e retorno, e por que isso é o Tao, o yin e o yang, a inspiração e a expiração.
LerFazer um curso é receber conhecimento. Ser aluno é assumir um compromisso com aquilo que recebeu. Sobre reconhecer as fontes e a diferença entre o isolamento de quem não aprende com ninguém e a autonomia de quem já aprendeu.
LerEm 2005 me disseram que o que eu ensinava era ginástica. Oito anos depois, a mesma palavra virou o nome da escola. Trecho do primeiro capítulo do livro que estou escrevendo.
LerSou chamado de mestre e a palavra me causa mais desconforto do que orgulho. Sobre títulos, a genealogia de todo conhecimento e por que continuo gostando de ser chamado de professor.
LerDuas perguntas que mudaram como eu trabalho e como eu vivo. A primeira faz aparecer uma lista infinita. A segunda transforma ela em algo pequeno, finito, e que realmente importa.
LerEm 2007 um ajuste em Marichyasana D me levou à sala de cirurgia. Dessa lesão nasceu o Hands-On, e a convicção de que nem todo asana é para todo corpo — limitação não é fracasso, é informação.
LerUma toxoplasmose me deixou meses sem enxergar do olho esquerdo. Quando a visão voltou, descobri que ver e enxergar são duas coisas diferentes, e que a segunda é uma prática que quase ninguém tem paciência de treinar.
LerQuando reconhecemos o belo, criamos o feio. O capítulo 2 lido ao lado do yoga clássico: por que tentar se libertar cria uma prisão maior, e o que significa realizar sem apego.
LerDuas das quatro respirações do Oss Yoga Breath, com vídeo para praticar. Por que deitado, o que a prática traz, o que você pode sentir e quem não deve fazer.
LerUma aluna me procurou querendo handstand. Sobre por que assumo o yoga do esforço físico sem pedir desculpas, e por que dar ao aluno o que ele precisa, não o que ele quer, é a árvore invertida: frutos aqui, raízes no infinito.
LerDizem que minhas aulas são punk. Mas a dificuldade aqui é honestidade: fortalecer o fraco exige mais paciência do que quebrar o forte. Meu trabalho é fazer você subir um degrau. Só um.
LerBreathwork processa emoção, pranayama move energia, tsa lung purifica os cinco chakras e tummo transforma a biologia. Quatro caminhos que não competem entre si — e todos levam para casa.
LerDe onde vem o Oss Yoga: o alicerce do Hatha, o fluxo do Vinyasa e o que nasce quando o corpo começa a falar a própria língua. Não é ruptura com o clássico, é continuação natural.
LerNinguém sai pronto de formação nenhuma — pronto é um estado que não existe. Sobre por que prefiro amigos espirituais a mestres e discípulos, e por que formar bem é formar gente diferente de você.
LerO clássico mandava sair do corpo. O moderno manda entrar nele. Um venceu porque é visível e fácil de vender — mas não são opostos: o moderno é a porta, o clássico é a casa.
LerMe dei conta que meus alunos são melhores do que eu. E entendi que isso não é fracasso: é o sinal de que o trabalho foi bem feito. Sobre semear bem e desaparecer dentro de quem ficou melhor.
LerDeveríamos nos chamar human doing, não human being. Sobre a mente ancestral que nunca para e o segredo que o yoga tenta ensinar há milênios: saber a hora de parar.
LerAos doze anos joguei fora uma fita com som de água que me abriu um medo profundo. Anos depois ela voltou, com outros nomes. Sobre os padrões que insistem até você ter coragem de abrir a porta.
LerPor muito tempo achei que precisava de um templo, um jeito certo e uma hora certa para meditar. Até perceber que a varanda já era minha prática.
LerÀs vezes tenho a sensação de que o yoga me atrapalha mais do que me ajuda. Sobre a dualidade, a cobrança disfarçada de progresso e o eixo que não vem de fora.
LerQuerer fazer tudo bem parece virtude, mas quase sempre nos impede de aprofundar em algo. Maturidade não é fazer mais, é escolher melhor.
LerA contração do períneo é só a porta de entrada. Mulabandha não é sobre produzir energia, é sobre não desperdiçá-la.
LerVocê pode saber exatamente o que fazer e, ainda assim, nunca fazer. Depois de mais de duas décadas ensinando, entendi que o conhecimento só se torna real quando vira corpo, respiração e prática.
LerDurante anos imaginei que meu papel era ensinar. Com o tempo, descobri que cada aluno me ensinava, e foi desse aprendizado que nasceu o Método Oss Yoga.
LerEnsinar é uma habilidade separada da prática pessoal. Os 14 erros que aparecem na trajetória de quase todo professor, e o que separa quem estagna de quem evolui.
LerUma aluna me disse que não precisa meditar, o Savasana já basta. Entendo de onde vem. Mas relaxar não é meditar.
LerA vida não acontece em linha reta. A natureza se expande em espirais, e a mandala nos lembra que movimento é presença em ação.
LerHoje percebi como quase todo mundo confunde tensão com força. Sobre a diferença entre a força que contrai e a força que escuta.
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