Tem um ponto no centro do logo do Oss Yoga. Aquele ponto pequeno, quieto, imóvel.
E ele diz tudo. A lei do centro é a quietude. É ali, naquele lugar imóvel, que tudo funciona. É ali que a energia repousa. É ali que você encontra o eixo.
Tudo gira ao redor daquele ponto. Tudo flui. O ponto permanece.
O movimento
Aquele ponto não fica sozinho.
Do centro sai movimento. Movimento em forma de espiral. De volutas. De fluxo contínuo que não para.
A lei do universo é movimento. Nada está parado. Tudo respira. Tudo flui. Tudo se transforma.
E aqui mora a parte que me interessa. O centro é quietude, e do centro nasce movimento. Eles não são opostos. Um gera o outro. Um precisa do outro.
Os cinco elementos
Enquanto o movimento sai do centro, ele cria cinco voltas.
Cinco voltas que desenham a palavra Oss. E aquelas cinco voltas fazem alusão aos cinco elementos. Terra, água, fogo, ar, espaço.
O Oss Yoga trabalha com esses cinco elementos. Com a natureza. Com os padrões que a própria existência segue.
Ninguém inventou isso. Sempre esteve ali, e a gente apenas reconheceu.
O retorno
Depois vem a palavra yoga. Completa. Legível.
E de yoga sai uma linha reta. Uma linha que parece simples, mas que carrega a direção. Aquela linha aponta de volta para o centro.
Yoga não é sair. Yoga é retornar.
Não é escapar. É chegar.
Você sai do centro através dos cinco elementos, através do movimento, através da vida. A direção, no entanto, é sempre de volta.
De volta para a quietude. De volta para o repouso. De volta para aquele ponto imóvel que continua ali te esperando.
O Tao
O Tao Te Ching diz algo parecido. Diz que o Tao quieto gera movimento. Que do vazio nasce tudo. Que tudo retorna ao vazio.
O símbolo do Oss Yoga é basicamente isso. É o Tao. É a compreensão de que existe um ponto de repouso do qual tudo emana e para o qual tudo retorna.
Você não precisa ser taoista para entender. Você só precisa respirar. Respirar é isso. A inspiração sai do centro. A expiração volta para o centro. Eternamente.
O yin e o yang
Tem mais. Tem o yin e o yang dentro disso tudo.
O yin é quietude, repouso, receptividade, escuridão, espaço vazio.
O yang é movimento, ação, iniciativa, claridade, forma.
No símbolo você vê os dois. O ponto central é yin. O movimento é yang. E tem um detalhe importante.
No desenho clássico do yin e yang existe um pequeno círculo preto dentro do branco, e um pequeno círculo branco dentro do preto. O yin contém yang. O yang contém yin. Nenhum existe sem o outro.
Da mesma forma, no símbolo do Oss Yoga, a quietude contém movimento e o movimento contém quietude. Quando você pratica de verdade, quando você está presente, percebe isso.
A prática
Quando você vem treinar comigo, você vem ao centro. Aquele ponto quieto. Você senta. Você respira. Você chega.
Depois você sai. Você se move. Você pratica os cinco elementos. Você dança com o movimento. Você sua. Você suporta. Você transcende.
E a direção continua sendo de volta. Aquela linha reta. De volta para o repouso. De volta para aquele ponto.
É ali que a transformação real acontece. No retorno, e não no movimento. No repouso depois, e não na ação.
É no repouso que você integra. É ali que tudo que você viveu se torna você.
O significado
Então aquele símbolo carrega mais do que beleza. Ele está correto.
É você saindo do ponto zero para viver a vida. É você dançando com os cinco elementos. É você se movimentando, sempre sabendo que aquela linha reta te leva de volta.
De volta para a casa. De volta para o silêncio. De volta para aquele ponto que nunca se moveu.
E quando você entende isso, quando você realmente encarna isso, aí você entendeu yoga.
Yoga deixa de ser um método e vira ciclo. Vira ritmo. É inspiração e expiração. É movimento e repouso. É tudo e nada. É o ponto e a volta que dele sai.
É o Tao. É o yin e o yang. É tudo que importa.
— Edson Ramos
É o ponto,
e a volta que dele sai.